24 de março de 2008

Grandes eventos / projectos - pretextos para o planeamento urbano.

Este momento de conclusão à análise do tema tratado - A dinamização de grandes eventos / projectos como pretexto para o planeamento urbano - é complexo, e não pode ser entendido como definitivo. As conclusões destas temáticas nunca são possíveis de se fazer sem que decorra algum tempo, e isso significa décadas.

Possível é uma abordagem decomposta em duas partes. Uma teórica e outra que resulta da observação da realidade já experimentada e vivida até aqui.

Na abordagem teórica e conceptual, a aplicação do planeamento estratégico é provado e eficaz. Mas certo é que, por ser estratégico, deverá cumprir e servir de exemplo para futuro.

Neste tipo de operações, a cidade não é simplesmente planeada, é também, e intencionalmente projectada ou desenhada. A forma faz parte destes planos e a operação é estudada como um neo-projecto de escala urbana.

A permanente transformação da cidade e a necessidade de prever as suas infra-estruturas, equipamentos e reservas, bem como de estabelecer regras para o seu crescimento, obrigam ao estabelecimento de critérios gerais de uso do solo e de morfologia urbana, tais como, relações com a cidade existente, zonamentos, servidões, áreas non aedificandi e regulamentação urbana da edificação.

A realização de diversas operações urbanísticas especiais associadas à renovação urbana alertou, entretanto, para a possibilidade de, a partir de um plano de escala intermédia, ser possível definir estratégias para a cidade e concretizar operações muito mais abrangentes do que o estrito território em causa nessa operação.

Tornou-se evidente que, nestas operações, era possível definir algumas directrizes relativamente à macro forma/funcionamento da cidade e, simultaneamente, concretizar a realidade da área localizada, no que se refere aos seus perfis urbanos, disposição e regras do edificado, usos, parques, entre outros.

No caso Expo98, a esta distância temporal é clara a degradação qualitativa do espaço inicialmente planeado. O que era um caso de sucesso tornou-se num pesadelo.

Os relatos são frequentes no sentido de demonstrar que o espaço é já um custo elevado na sua manutenção. A afluência externa à nova centralidade provoca a saturação dos residentes. Óbvio é que o planeamento estratégico aplicado foi completamente ultrapassado pela lógica imobiliária, que em presença de um grande exercício urbanístico potenciou a sua qualidade numa forma desenfreada. Destruindo o espaço urbano numa das suas funções básicas, a da utilização ou usufruição.

No caso de Guimarães, com os seus 5 Projectos, as ideias avançadas e discutidas até ao momento são também válidas no ponto de vista do planeamento estratégico. Não na sua totalidade das propostas, mas na sua maioria. Contudo é já visível a promiscuidade entre o público e o privado, começando desde já, e por analogia com o caso Expo98, o erro capital da tentação da viabilização de espaços urbanos convenientes para os interesses privados.

As afirmações do próprio responsável pela implementação dos projectos, Eng. Júlio Mendes na entrevista feita, são ambíguas e claramente de cariz politicamente correcto. Aposta no desenvolvimento de novas centralidades, com elementos urbanos de marca cosmopolita – caso do metropolitano suspenso – na senda dos efeitos modais. Mas na prática sem qualquer tipo de ligação coerente com a rede de transporte urbana, perdendo a sua eficácia.

O horizonte de aplicação destes projectos é o ano de 2012. Devem ser entendidos como momentos de aproveitamento de um evento para renovação urbana, no caso a realização da Capital Europeia da Cultura. Até na forma de financiamento público, referido na entrevista citada – o apoio do QREN.

Claro fica que os momentos de realização de eventos são importantes na renovação urbana. Apoiados em planeamento estratégico, pois permitem sinergias técnicas e financeiras únicas. Falta só acrescentar a estes processos o rigor e o sigilo, não permitindo a informação privilegiada claramente destruidora.
Ouvindo mais as pessoas, pois são elas que fazem e vivem a cidade. mantendo a Alma do Lugar.

Tibet

Aviltante a tomada de força dos Chineses perante o pacifismo dos Tibetanos.
A linha de caminho-de-ferro "vermelha" criada pelos républicanos populares, só por si trucida.

15 de março de 2008

Mimi

Companhia de maratonas nocturnas, interveniente ocasional nos processos de criação académica.
Calma e calmante.
Actriz principal de experiências cinematográficas.
Felina.
Para nós gatinha.
Mimi

12 de março de 2008

I´m back in business

"Proposta para cidade no futuro. Para 100 anos (utopia)"
A minha proposta: Guimarães 2108.
No principio(950dc) foi bipolar.
Depois (1279dc) foi a unificação.
Com o Renascimento (1498dc) segue o Maneirismo e o Barroco (1750dc), dá-se o verdadeiro desenvolvimento urbano, continuando na planificação de raiz Pombalina extramuros.
Com o inicio do estado Novo (1926dc) apoiado no dinamismo industrial, vem o período de ampliação e renovação urbana. sendo marcante e estruturante.
Com a democracia (1974dc), com a adesão à União europeia (1986dc) e consequentemente o crescimento económico daí resultante, assistimos a uma grande expansão urbanistica e construtiva.
No final do milenium (1990dc), a expansão chega ao limite, no caos das periferias. Nas retenções politicas, estratégicas, do P.D.M.
No inicio do novo milenium (2007dc), as novas propostas de renovação e expansão urbana são lançadas para a discussão. Mais uma vez de forma estratégica - "5 Projectos".
Dos "5 Projectos", quatro renovam e reabilitam. Densificam até o "casco urbano" convencional. O que falta referir, é o único que propõe de raiz a criação de uma nova centralidade afastada do "casco urbano".
Do "bipolar" aos nossos dias, a cidade foi desenhada e construida sempre na "sombra e aconchego" do núcleo original. Prensada, densificada e sufocada até.
A uma distância temporal de 100 anos (2108dc), utópicamente se prevê: 1. O "bipolar" "unificadao", mantendo a "planificação de raiz" com "ampliação e renovação"; 2. A "grande expansão urbanistica" e construtiva, reaparece; 3. As "retenções politicas", desmontam-se; 4. As "novas propostas de renovação e expansão urbana", entretanto aplicadas e implementadas no terreno, entram em colapso.
A solução institucional: ocupação desregrada dos espaços, de valor urbanistico e imobiliário alto. aplicando-se a frase publicitária - " TERRA. Já Não se Fabrica".
A CIDADE NÃO SE CUMPRE, COMPRA-SE E TORNA-SE COMPRIDA. NÃO TERMINA. CONURBA.

A mente resiste, e ocupa-se...


Retomo o meu passeio urbano, na reconfirmação do já visto.
Retomo experiências.
Observo, mais atento. As pessoas.
Vida real e autêntica, com alegria, com tristeza. Com vida.
O pintor, artista, que se aplica na conservação de uma grade de varandim.
É a conservação do património, no mais elementar processo.
O sentido de conservação das "pedras", mas para valorização das "pessoas".

Há horas,ou momentos,...



Há horas, ou momentos, no percurso da vida se revelam duras.
Antes momentos, que nas suas revelações nos punem.
Soluções muitas, tentadas.
Resoluções nenhumas, e o tempo urge.
A mente resiste e ocupa-se, mas já processa momentos de saturação. As terapias esgotam-se.
Júlio Machado Vaz, diz na TV - o Porto não é cinzento, e o futuro também não - será providêncial?
Vou retomar o meu passeio, sem plano, rever, anotar, comparar.Para mudança de "momento", serve.
Bom passeio.

Filme ou banda desenhada


Filme ou banda desenhada, este é um dos grandes títulos do FESTIVAL DO CINEMA FRANCÊS. Este é um filme de animação a preto e branco, seguindo a técnica de "motion capture"; esta técnica consiste no uso de actores de carne e osso usando fatos com marcadores que reflectem todos os movimentos do actor e que serão captados por computador. Não façam comparações com SIN CITY, embora haja pontos em comum estes filmes pouco têm a ver um com o outro.2054 – Uma Paris labiríntica onde tudo o que acontece é controlado e filmado. Ilona Tasuiev, uma jovem cientista invejada por todos pela sua beleza e inteligência, é raptada. Avalon, a empresa onde trabalha Ilona, pressiona Karas, um polícia controverso, especializado nos casos de raptos, para encontrar, o mais depressa possível, a jovem desaparecida. Karas logo se sente perseguido. Definitivamente, não é o único no encalço de Ilona, e os seus perseguidores parecem prontos a tudo para se lhe anteciparem. Encontrar Ilona torna-se então vital: a jovem é o objecto de uma guerra oculta que a ultrapassa; ela é a chave de um protocolo do qual depende futuro da humanidade – o Protocolo Renaissance...
Abertura de apetite, no link abaixo
http://www.renaissance-lefilm.com/accueil.htm

Good morning...Vila do Conde



O veraneio é monótono, mas há surpresas que podem ser bons lenimentos.
Experimentei um percurso sem plano. Vi o que nunca tinha visto, apesar de lá ter estado sempre... Olhado, mas não visto.
Sem máquina fotográfica, sem caneta nem caderno. Só os sentidos.
Um regalo de experiências.
Depois conto mais.

Mais importante que as pedras, são as pessoas...


Mais importante que as pedras, são as pessoas...
A partir desta frase, da autoria do Arquitecto Nuno Portas, partiremos para cruzamentos de ideias.